Cuidados na Pandemia

Um breve histórico da pandemia global de coronavírus

Antes de tudo, precisamos entender qual é o inimigo. O Sars-Cov-2 faz parte da família coronavírus, nome mais popularizado quando nos referimos a ele. A doença, batizada de covid-19 (por ter sido detectada no ano de 2019) teve seu primeiro diagnóstico na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, em dezembro. No entanto, novos testes já deram conta que haviam pessoas infectadas na França em outubro de 2019. Além disso, amostras de esgoto de Florianópolis de novembro de 2019 também detectaram a presença do vírus.

Após reconhecer uma epidemia local, o governo chinês acionou a Organização Mundial da Saúde (OMS), que alertou todo o mundo para o perigo que se aproximava. Os meses de março e abril foram difíceis para a Europa e uma parte da Ásia. Assistimos os sistemas de saúde de países como Itália e França colapsarem, mas o problema ainda não parecia grave por aqui.

Em meados de abril, Índia, Coreia do Sul e o continente africano começaram a reportar emergência sanitária. A essa altura, a OMS já havia identificado a onda de infecções por covid-19 como uma pandemia – quando a enfermidade é amplamente disseminada.  O Brasil teve tempo de cumprir o isolamento social e se preparar, mas crises internas do governo tomaram os holofotes para si mais uma vez. 

Foi em abril que a maior economia do mundo, os Estados Unidos, entraram na pior fase da pandemia e se tornaram o epicentro mundial da doença. O país lidera em casos e mortos até hoje. Nesta época, a situação no Brasil também estava caótica: São Paulo tinha os maiores números de casos e mortes, mas o colapso do sistema de saúde chegou primeiro aos lugares com menos infraestrutura, como o Amazonas e Ceará.

Enquanto diversas regiões do país já sofriam com o aumento exponencial de casos, Minas Gerais parecia estar bem. O fato, no entanto, é que o nível de testagem no nosso Estado é um dos piores do país. Extremamente subnotificados, os casos pareciam ser poucos, o que toleraria uma flexibilização.

É importante lembrar que todos os lugares do mundo que agora, em julho de 2020, estão flexibilizando, passaram antes por um processo drástico de isolamento social, testagem em massa e rastreamento de casos. Não foi o que houve aqui. Após flexibilizar por três semanas, Belo Horizonte fecha de novo, junto a outras cidades do Estado, como Contagem. Após ensaiar uma estabilização no início de junho, o Brasil volta a inclinar a curva.

Até o momento, não temos nenhum dado oficial sobre infecções na Cemig, mas recebemos denúncias sobre a existência de casos de covid-19 entre os trabalhadores do quadro próprio, os terceirizados e familiares de funcionários. Estamos buscando nos inteirar dos casos junto à Cemig, a fim de saber quais medidas estão sendo adotadas para proteger os trabalhadores contaminados.

São mais de 12 milhões de infectados, com mais de 550 mil mortos (68 mil só no Brasil).  Amargamos mais 55 dias com o ministro interino na pasta da Saúde, general Eduardo Pazuello, e duas trocas de ministros qualificados durante a maior pandemia da história recente. Diversos países já conseguiram conter a infecção e estão retomando a atividade econômica. Para isso, seguiram uma série de protocolos. Todos nós podemos fazer nossa parte individualmente. Vamos falar sobre isso agora?

Como o vírus é transmitido?

A transmissão acontece de uma pessoa contaminada para a outra, por meio do toque ou aperto de mão e gotículas de saliva expelidas pela fala, espirro, tosse e catarro. Você também pode se contaminar entrando em contato com objetos que podem conter o vírus, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador, etc. Por isso, sempre higienize as mãos e também seus itens. Nunca toque o rosto antes de lavar as mãos!

Saiba mais como se proteger
Se proteger e cuidar dos que estão próximos a você é, agora, mais que uma necessidade. É um dever. Sabemos que representamos uma categoria da área de serviços essenciais. Portanto, atenção aos protocolos da Organização Mundial da Saúde e aos protocolos internos de cada empresa  para se proteger:

Sempre use a máscara no ambiente laboral e também em serviços externos. No final desta página você encontra o passo a passo que preparamos para você, ensinando a usar a máscara corretamente;

Não toque a máscara enquanto a utilizar;

Ao chegar em casa, para as máscaras de algodão, imerja a máscara numa solução de 1L de água para uma colher de água sanitária e deixe por 1h. Depois, lave com água e sabão e deixe secar. Para as máscara de materiais especiais, como as resistentes ao fogo, siga as orientações da empresa para sua devida higienização. Não reutilize sem fazer esses procedimentos. Sua máscara pode estar contaminada;

Evite colocar as mãos no rosto quando estiver fora de casa, principalmente nos olhos, na boca e no nariz. Quando chegar em casa, lave bem as mãos antes de retirar a máscara (pelo elástico, não pela frente);

Higienize as mãos com água e sabão com frequência. Caso não tenha por perto, use álcool gel 70;

Pratique o distanciamento social – 2 metros em relação ao outro. Lembre-se que a máscara não é vacina. A junção do uso da máscara + distanciamento social + higiene é de suma importância para evitar a proliferação da doença;

Ao chegar em casa, tire toda a roupa e coloque para lavar imediatamente. Vá para o banho;

Lembre-se de não entrar com os sapatos da rua em casa. Reserve um espaço para colocar os sapatos do lado de fora.

Caso você possa exercer sua função em home office, é mais simples:

Saia apenas quando realmente necessário, para fazer compras de supermercado e farmácia, ou comparecer à uma consulta médica, por exemplo;

Desinfete as compras de supermercado com álcool 70;

Use máscara sempre que sair, mesmo que apenas no hall de entrada do seu prédio;

Os elevadores são lugares de alta probabilidade de infecção. Só entre de máscara e só divida o elevador com pessoas que moram com você;

Lembre-se que o vírus não infecta por falta de afinidade. Mesmo aquela reuniãozinha com os amigos ou a família pode custar vidas. Se preserve.

Quais são os sintomas?

Como o vírus é novo, a ciência está sempre descobrindo novos sintomas. É preciso estar atento às notícias e acompanhar fontes confiáveis (como a Fiocruz, a OMS, o portal Dráuzio Varella, entre outras) para detectar mudanças no seu corpo.

Mais comuns:
  • Tosse seca ou com secreção;

  • Febre;

  • Perda de paladar ou olfato;

  • Fadiga corporal;

  • Diarreia;

  • Dor de garganta;

  • Pressão ou dor no peito;

  • Coriza.

Menos comuns:
  • Conjuntivite;

  • Dor de cabeça;

  • Perda de apetite;

  • Erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés.

Mais graves:
  • Dor ao respirar;

  • Falta de ar;

  • Perda de fala e movimentos;

  • Dor e pressão no peito.

             ATENÇÃO:            

Estar sem sintomas não significa que você não esteja infectado. Uma grande porcentagem das pessoas será assintomática – no entanto, transmitirá o vírus da mesma forma. Usar máscara e praticar o distanciamento é um sinal de empatia e respeito ao outro.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da covid-19 é realizado pelo profissional de saúde, que deve avaliar a presença de critérios clínicos:

Pessoa com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, que pode ou não estar presente na hora da consulta (mas pode ser relatada ao profissional de saúde), acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória, o que é chamado de síndrome gripal;

Pessoa com desconforto respiratório/dificuldade para respirar OU pressão persistente no tórax OU saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto, o que é chamado de Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Caso o paciente apresente os sintomas, o profissional de saúde poderá solicitar exame laboratoriais:

De biologia molecular (RT-PCR em tempo real), que diagnostica tanto a covid-19, quanto a Influenza ou a presença de Vírus Sincicial Respiratório (VSR);

Imunológico (teste rápido), que detecta, ou não, a presença de anticorpos em amostras coletadas somente após o sétimo dia de início dos sintomas.

O diagnóstico da covid-19 também pode ser realizado a partir de critérios como: histórico de contato próximo ou domiciliar nos últimos 7 dias antes do aparecimento dos sintomas, caso confirmado laboratorialmente para covid-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica. Estes aspectos também serão observados pelo profissional durante a consulta.

O Sindieletro ressalta que a testagem é mais um instrumento importante no combate à disseminação do vírus, mas ela não deve ser usada como único critério para convocar trabalhadores para retornar ao trabalho. Isso se deve às limitações importantes dos testes: É possível que dê falso negativo, ou seja, uma pessoa infectada pode receber um teste que não acuse a doença. Isso pode ser perigoso para todos ao redor dessa pessoa.

Portanto todas as medidas devem ser cumpridas de maneira responsável. A recomendação é se proteger e proteger todos ao redor. Ao menor sinal de sintoma, ou de contato com alguém sintomático ou caso confirmado, contate o serviço médico da empresa.